Nós e a Baía de Guanabara: pelo combate à desinformação no Rio de Janeiro

Patrimônio vivo e lar de 8,4 milhões de pessoas – mais da metade da população do estado do Rio de Janeiro –, a baía precisa de ajuda e nossa missão é esta

Atualizado em 25/05/2026 às 17:05, por Sabrina Lorenzi.

Nós e a Baía de Guanabara: pelo combate à desinformação no Rio de Janeiro

A Baía de Guanabara enganou os primeiros europeus que a avistaram. O engano se manifesta até hoje no nome que deram à região: Rio de Janeiro. Não era um rio, era ela, nossa inspiração. Nosso mar, nossa água, nossa casa. 

Deslumbrante, resistente, resiliente apesar das quase 100 mil toneladas de lixo e 4,5 milhões de litros de esgoto que jogam nela a cada dia. Sem falar dos rejeitos industriais, dos frequentes derramamentos de óleo e do cemitério de navios. 
 
Pelo menos guardamos seu nome. Do tupi “Guana”, que significa seio, e “Bara”, o mar. A Baía de Guanabara é o seio do mar por seu formato arredondado e fartura de peixes com que costumava brindar seus povos originários. 

Guanabara significa, para além da sua forma, provisão e sustento.
 

Baía de Guanabar com Pão de Açúcar no meio. Fotos: Divulgação Ministério do Turismo/Bruna Prado 

Com mais de 100 ilhas e 53 praias, a Baía de Guanabara é um patrimônio vivo que abriga esportes variados que vão da vela à canoa havaiana; manifestações culturais, de festas e shows a céu aberto a protestos da zona Sul à Norte. 

E em seu sentido mais amplo como bacia hidrográfica vai muito além: é o lar de 8,4 milhões de pessoas – mais da metade da população do estado do Rio de Janeiro.A Região Hidrográfica da Baía de Guanabara com os sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá abrange os recursos hídricos de 17 municípios do Estado do Rio de Janeiro. 

Os desafios são tão impressionantes quanto suas belezas. A taxa de saneamento doméstico em algumas áreas da região hidrográfica é inferior a 50%. A segurança hídrica pede socorro.

E por isso estamos aqui.  

Para falar desta joia que é nosso lar, mostrar seus encantos, defender seus golfinhos, baleias, raias, baleias viajantes e tantos outros animais que a colocam entre as baías oceânicas de maior biodiversidade do mundo. 

Para dar um mergulho saudável, livre de poluição e toxinas.

Para defender sua Mata Atlântica, suas unidades de conservação, seus rios. E beber uma água que não nos adoeça. 

Para revelar seus desafetos mas também dialogar com eles. 

Para mostrar soluções, saídas, alternativas para a nossa casa. 

Para conscientizar, informar e jogar luz sobre temas socioambientais em um dos territórios populosos mais injustos, desinformados e poluídos do Brasil. É a missão do Nossa Guanabara. 

Somos o site de notícias sobre a região da Baía de Guanabara com foco socioambiental. 

Baía de Guanabara a partir da Praia das Flechas, em Icaraí, Niterói. Foto: Agência Nossa de Jornalismo